Timor Hau Nian Doben - Fonte Facebook
Os docentes em regime de contrato ameaçam retomar a greve em março devido ao incumprimento de obrigações por parte do governo.
Os professores contratados em 2023 continuam a concentrar-se diariamente em frente ao Palácio do Governo para entregar uma petição dirigida ao primeiro-ministro, Xanana Gusmão e à Ministra da Educação, Dulce Soares.
O objetivo é pedir que reavaliem e tomem uma decisão sobre a decisão que obriga os professores contratados a participarem num teste para a bolsa de candidatos ou num teste especial. Contudo, apesar das tentativas, não conseguem entregar a petição diretamente, são sempre impedidos pelos seguranças do edifício do governo.
Os educadores contratados recusam a desistir e continuam a lutar pela defesa dos direitos que lhes são assegurados por lei, exigindo que a mnistra da Educação cumpra o Estatuto da Função Pública e o Estatuto da Carreira Docente.
O Ministério da Educação anunciou na semana passada que vai realizar um teste especial para os professores contratados e dispensados em 2023 e que têm realizado protestos para serem integrados no sistema de ensino.
Os docentes afirmam que “não há necessidade de realizar testes de acesso, que apenas servem para anular os direitos dos professores”.
Estas concentrações já foram alvo de intervenção da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) na passada terça-feira, que quis saber o que eram estas atividades que estavam a decorrer em frente do Palácio do Governo.
“O comando da PNTL com caráter de urgência chamou o porta-voz dos professores para esclarecer estas atividades, apesar destas concentrações estarem legalizadas. Consideramos estes procedimentos uma forma de pressão psicológica”, lê-se numa publicação no Facebook.
Os pedagogos asseguram que estão a agir em conformidade com a lei e que as suas manifestações são um direito que lhes assiste.
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